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domingo, 26 de dezembro de 2010

Faróis do Rio Grande do Sul

Farol da Barra do Chuí (na fronteira com o Uruguai)




Farol Albardão




Farol Capão da Marca de Fora




Farol Verga




Farol Conceição (este é interessante... o farol antigo caiu devido às ressacas... então, foi construído um metálico em seu lugar, mas as ruínas do outro permanecem lá)


Veja os links para mais fotos dos faróis gaúchos aqui: http://www.skyscrapercity.com/archive/index.php/t-1022463.html

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Farol do Lago Eire, nos EUA, transformado em castelo pela neve


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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os Faróis nas Moedas do Mundo

Lighthouses in the World Coins numismatics Faros en las monedas del mundo


Barbados 5 cent coin


Canada 25 cent coin


Canada 20 dollar silver coin 2004 

Canada 20 dollar silver coin 2005 

Cuba 5p coin


Cuba coin


Denmark coin 2005


Gibraltar 2 pence coin


Great Britain half penny coin


Great Britain penny coin


Israel coin


Italy 10 Euro coin 2004


Jersey coin


Singapore coin


Spain coin


Spain 10 peseta coin


Turkey coin


Turkey coin


Ukraine coin


United States Maine state quarter


Isle of Man coin - Chicken Rock Lighthouse

Fonte: http://www.lighthousestampsociety.org/

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Farol de Alexandria

Lighthouse of Alexandria



O Farol de Alexandria foi uma das mais importantes
 construções de toda a Antiguidade.

Por Rainer Sousa

Durante vários séculos, alcançar o território egípcio pela cidade de Alexandria era uma aventura cercada por riscos. Apesar de litorânea, o deslocamento de embarcações a esse núcleo urbano era sistematicamente ameaçado por rochedos capazes de causar acidentes graves. Contudo, graças aos esforços do rei Ptolomeu II, essa empreitada teve seus riscos diminuídos quando o Farol de Alexandria foi construído.




Inaugurado em 280 a.C., essa construção servia como referencial para os perigos das proximidades e indicava o caminho para o porto da Ilha de Pharos. Construído pelo arquiteto grego Sostratus de Cnidus, o farol emitia uma enorme chama de fogo que poderia ser avistada a mais de cinquenta quilômetros de distância. Dada sua importância e acabamento, este projeto arquitetônico faz parte do seleto grupo das Sete Maravilhas da Antiguidade.

O projeto do farol foi concebido através da formulação de um prédio único com quatro formatos diferentes. A base da construção tinha forma de quadrado, seguida por uma parte retangular. A torre intermediária foi construída com um desenho octogonal e a parte mais elevada com formato cilíndrico. Nessa última instalação era onde ficava a enorme tocha que orientava os navegantes do Mediterrâneo.

A esse respeito, logo surge uma dúvida sobre como as chamas do farol eram constantemente mantidas. Pensando nessa questão, Cnidus transformou a parte octogonal no depósito onde, através de cordas e roldanas, os funcionários do farol conduziam a lenha até a fornalha. No topo, as janelas garantiam a circulação do ar necessária para que as chamas ficassem acesas. Acredita-se que nesse mesmo lugar eram colocadas placas de bronze que aumentavam a luz refletida pelo fogo.

Tendo grande funcionalidade para os navegadores, o farol foi construído com pedra de granito clara, e revestido com mármore e calcário. Os blocos de pedra eram unidos com uma liga que levava chumbo derretido e uma espécie de cimento feito a partir da mistura de resina com calcário. Além do prédio, o farol contava com abrigos que alojavam os guardas, trabalhadores e animais que garantiam o funcionamento da instalação.

Os animais empregados, provavelmente uma população de trezentas cabeças de gado, transportavam os combustíveis (madeira, esterco e óleos) da base para o salão octogonal por meio de um sistema de rampas. A força de trabalho humana era organizada em um sistema de turnos que envolvia aproximadamente cem trabalhadores assalariados, esses, apesar de receberem pelo serviço, eram obrigados pelo governo egípcio a trabalharem no lugar.

No século XIV, um terrível terremoto foi responsável pela destruição do Farol de Alexandria, que possuía entre 120 e 140 metros de comprimento e levava em seu topo uma estátua de Poseidon, divindade da mitologia grega que controlava os mares. Por volta de 1480, as pedras da construção original foram reaproveitadas para a construção de um forte. Ainda hoje, esse último edifício ocupa o lugar dessa maravilha do Mundo Antigo.



Veja mais links relacionados:

Mundo Educação - Dados sobre o período em que a cidade de Alexandria foi construída.

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sábado, 18 de setembro de 2010

Faróis de Moçambique

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Faróis de Moçambique
 

Ao longo dos tempos, o litoral moçambicano tem acolhido os povos mais variados. Navegadores, comerciantes e aventureiros, das mais remotas partes do mundo, arribaram aqui, a caminho de regiões mais apetecidas e longínquas, ou na busca de produtos exóticos destinados a alimentar o comércio internacional.
A costa, com as suas l .600 milhas de extensão, apresenta-se geralmente baixa e pouco acidentada, recortada por numerosos rios. A vegetação é pobre, predominando os matos, as palmeiras e as casuarinas. Os mangais dominam as embocaduras e as zonas pantanosas. As pequenas baías, algumas delas protegidas por numerosas ilhas, foram desde sempre locais apropriados para fazer "agoada", servindo de abrigo, quando ameaçava o temporal.
Muito provavelmente, desde tempos remotos, houve a preocupação de fazer o alumiamento da costa, com fogueiras acesas nas praias desertas, nas noites em que eram aguardados os navios dos mares da índia. A Ilha do Fogo, na região de Quelimane, terá ganho o nome a partir deste facto.
Foi, porém, na administração de Augusto de Castilho, governador-geral da colónia, que se realizaram os primeiros estudos hidrográficos, de forma sistemática, e um projecto para a melhoria dos portos moçambicanos.
Estes estudos procuraram dar uma descrição mais precisa da costa, fundamental para a repressão do tráfico da escravatura, feita pelas embarcações da Divisão Naval da África Oriental e pelas fragatas do cruzeiro inglês. A beneficiação dos portos, respondia ainda às necessidades das grandes companhias internacionais de navegação, como a Cost/e Mo//, que passavam então a escalar regularmente a nossa região.
Os primeiros faróis instalaram-se a partir da segunda metade do século XIX, nos locais mais perigosos, frequentados pela navegação da época.
Porém, só em 1908 é que se elaborou o plano geral de iluminação, perfeitamente harmónico, servindo de base à construção dos faróis ainda existentes.
O plano previa a instalação de 36 faróis, repartidos por luzes de grande alcance, de características distintas, nos acidentes geográficos mais salientes, destinados a dar a direcção geral da linha da costa e suas principais inflexões e, de luzes secundárias, sinalizando mais detalhadamente a sua configuração, assinalando a posição dos seus pormontórios, baías e enseadas, fornecendo assim aos navios os elementos necessários para a sua fácil localização.
A criação da Secção de Faróis, Sinais Sonoros e Semáforos, junto do Departamento Marítimo, em 1919, centralizou todos os trabalhos que a esses serviços diziam respeito, imprimindo a unidade de acção necessária. Estes serviços foram organizados em 1922, seguindo-se desde essa data um período de notável actividade na construção de faróis.
Os faróis construídos, beneficiavam já dos conhecimentos técnicos que, entretanto, foram surgindo: as "lâmpadas de Quinquet", imaginadas pelo suiço Aimé Argand (1755-1803), o recurso de reflectores parabólicos e o emprego de lentes de Fresnel (inventados em 1829). O aumento do foco luminoso, pela utilização de vapor de petróleo ou de gases especiais, como o gás catalítico e o gás de acetona, permitiram que a navegação junto à costa ganhasse maior segurança e tranquilidade.
No final do antigo período colonial, os aparelhos utilizados eram de dois tipos universalmente conhecidos: incandescência a petróleo, fornecidos pela casa Barbier, Bénard e Turenne (B.B.T.), e a incandescência a gás de acetilene, adquiridos na fábrica sueca AGA.
Estas primeiras luzes estabeleceram-se no cimo de torres de madeira. Depois, já no final do século passado, estas foram substituídas por estruturas metálicas, adquiridas nas empresas metalúrgicas estrangeiras ou fabricadas no arsenal local. Estas estruturas continuaram a ser utilizadas até aos nossos dias, em construções mais pequenas, destinadas aos farolins. Por último, os edifícios mais recentes passaram a ser feitos em alvenaria.
   A situação que se viveu imediatamente após a independência foi difícil, por não existir pessoal qualificado, por se encontrar obseleto grande parte dos equipamentos e não existir capacidade financeira para se proceder à sua substituição e manutenção.
Esta situação virá a alterar-se com as decisões que começam a ser tomadas desde o início da década de 80, quando a Direcção Nacional dos Transportes Marítimos e Fluviais (DNTMF) convidou a empresa sueca AÇA Nov/got/on Aids, Lidingo, a realizar um estudo sobre o sistema de ajudas à navegação existente no país. As conclusões deste trabalho serviram de ponto de partida para que o país procurasse os financiamentos necessários à recuperação deste sistema.
A criação da SADC veio alargar as possibilidades de cooperação com outros parceiros, já que os portos moçambicanos são de enorme importância para todos os países desta região. O projecto de reabilitação das ajudas à navegação moçambicanas passa então a ser contemplado nos programas de desenvolvimento da África Austral. Assim, a Suécia e a Dinamarca comprometem-se a financiar a primeira fase do projecto, tendo-se assinado o acordo de financiamento com o primeiro destes países em Outubro de l986(comaDinamarcaemJunhode 1987).
A partir de 1987 inicia-se então um ambicioso projecto de reabilitação que incluiu a colocação de farolins e a montagem de oficinas nos portos de Maputo e Nacala. Este projecto, dividido em três fases, previa ainda na primeira a reabilitação das ajudas dos três portos principais (Maputo, Beira e Nacala), seguindo-se na segunda as ajudas que serviam o tráfego costeiro, compreendendo os faróis implantados ao longo da costa para, na terceira e última, se proceder à recuperação das ajudas dos portos secundários, rios e lagos navegáveis, compreendendo farolins, marcas de enfiamento e bóias. Esta reabilitação abrangia as obras de construção civil, como ainda a substituição das lanternas, algumas delas com quarenta ou cinquenta anos de uso, por outras, eléctricas, alimentadas por painéis solares.
Durante a implementação deste projecto foi criado o Instituto Nacional de Hidrografia e Navegação (INAHINA), no encerramento do Conselho Gerai de Marinha Mercante, em 05 de Dezembro de 1989, permitindo o reforço institucional nesta área, dotando ainda o país com um instrumento fundamental para o incremento do desenvolvimento da marinha mercante.
A realização da primeira fase do projecto (na execução dividida então em duas fases) permitiu que os três portos principais ficassem dotados de ajudas à navegação, operacionais 24 horas por dia, para além de se ter criado o Departamento de Sinalização Marítima dentro do INAHINA, com meios humanos e materiais essenciais capazes de operar e manter o sistema reabilitado e ainda a implantação de um sistema de cobrança de taxas de ajuda à navegação, que serve de suporte financeiro ao sistema.
A reabilitação do sistema (fases II e III) continua ainda, agora financiado apenas por fundos internos, já que o seu interesse é puramente doméstico, sendo os principais interessados os sectores de navegação de cabotagem e fluvial, o sector de pesca industrial e artesanal, bem como a navegação internacional que frequenta a costa, ainda que não demande os portos nacionais.

Continue a ler mais sobre os faróis de Moçambique aqui: http://www.macua.org/livros/farois.html
Mozambique

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Torre de Hércules: o farol mais antigo do mundo em funcionamento

A Torre de Hércules localiza-se no extremo Norte da península corunhesa, a uns 1.600 metros do centro da cidade de Corunha, em Espanha.
Monumento nacional, é o mais antigo, ilustre e representativo da Corunha, e o elemento principal do seu escudo.
É o único farol romano que existe no mundo e que continua a cumprir a sua função.
Foi construído na cidade de Brigantium, no século II, durante os mandatos dos Imperadores romanos Trajano e Adriano, por um arquitecto ibérico chamado Cayo Sérgio Lupo, com a função de farol de navegação.
A torre perdeu possivelmente o seu uso marítimo durante a Idade Média porque foi convertida em fortificação.
Em 1682, o Duque de Uceda encarregou o arquitecto Amaro Antune da restauração arquitectónica.
Este construiu uma escada de madeira que atravessa as abóbadas para a parte superior, onde situou as pequenas torres que suportam o farol.
Foi no reinado de Carlos IV de Espanha que ficou completa a sua reconstrução, tendo os trabalhos sido iniciados em 1788. A obra neoclássica termina em 1791 sobre a direcção de Eustaquio Giannini.
A torre era, antes da reforma, um corpo prismático com base quadrada. No exterior apresentava um muro de pedra com duas portas na parte baixa e janelas assimétricas que chegavam ao piso superior.
Após as reformas, passou a constituir-se numa torre e num farol. De planta quadrada, ergue-se a uma altura de 68 metros. Tem três corpos, em primeiro um paralelepípedo recto de base quadrada de 11,60 metros de lado e 34,60 metros de altura. Sobre esta, assenta outro intermédio mais pequeno de secção octogonal, com um terço de corpo, paralelepípedo também octogonal, que suporta sobre este uma construção cilíndrica em vidro que protege a lanterna do farol.
Ao subir os seus 242 degraus, em compasso de esforço pode-se ir vendo a magnifica panorâmica aberta para o oceano Atlântico, com as suas praias urbanas de bonito perfil costeiro.


Retirado de http://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_H%C3%A9rcules
Via  http://farol-do-albarnaz.blogspot.com

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Faróis do Brasil - Brazilian Lighthouses

 AL-01 - Porto das Pedras
 
Faróis ativados e respectivos códigos. (Lighthouses activated and codes)
Última atualização: 01 dezembro 2009 (Last updadted: Dec, 01, 2009)

CODE  -    FARÓIS (LIGHTHOUSES)
AL-01 - PORTO DAS PEDRAS     
AL-02 - MACEIÓ                 
AL-03 - CORURIPE  
.              
AP-01 - PAU CAVADO             
AP-02 - PEDREIRA               
AP-03 - ILHA  DO PARÁ                                   
AP-04 - BAILIQUE
AP-05 - GUARÁ
AP-06 - CALÇOENE 
AP-07 - ILHA CAMALEÃO
.
BA-01 - GARCIA D'AVILA
BA-02 - CABOTO
BA-03 - ILHA DO FRADE
BA-04 - ITAPUÃ
BA-05 - SANTO ANTONIO (Barra)
BA-06 - MORRO DE S. PAULO
BA-07 - CONTAS
BA-08 - ILHÉUS
BA-09 - COMANDATUBA
BA-10 - BELMONTE
BA-11 - PORTO SEGURO
BA-12 - ALCOBAÇA
BA-13 - COROA VERMELHA
BA-14 - ABROLHOS
BA-15 - SUBAÚMA
BA-16 - MONTE SERRAT
.
CE-01 - JERICOACOARA
CE-02 - ITAPAJÉ
CE-03 - PONTAL DAS ALMAS
CE-04 - MUNDAÚ
CE-05 - MUCURIPE
CE-06 - ARACATI
CE-07 - PONTA CAJUAIS
CE-08 - PECEM 
CE-09 - PARACURÚ(Nº. provisório) 
.
ES-01 - MUCURI
ES-02 - RIO DOCE
ES-03 - BARRA DO RIACHO
ES-04 - SANTA LUZIA
ES-05 - ESCALVADA
ES-06 - UBÚ
ES-07 - ILHA DO FRANCÊS
.
MA-01 - SÃO JOÃO
MA-02 - MANGUNÇA
MA-03 - PIRAJUBA
MA-04 - SANTANA
MA-05 - PIRAREMA
MA-06 - ALCANTARA
MA-07 - ARAÇAGI
MA-08 - SÃO MARCOS
MA-09 - ILHA DO MEDO
MA-10 - PREGUIÇAS
MA-11 - CANARIAS
.
OC-01 - S.PEDRO/S.PAULO
OC-02 - ATOL DAS ROCAS
OC-03 - FERNANDO DE NORONHA
OC-04 - TRINDADE                                           
OC-05 - RATA
.
PA-01 - SIMÃO GRANDE
PA-02 - CURUÇÁ
PA-03 - PONTA DA TIJOCA
PA-04 - MARAPANIM
PA-05 - SALINÓPOLIS
PA-06 - TAIPÚ
PA-07 - QUATIPURU
PA-08 - SALVATERRA
PA-09 - PONTA MARIA TERESA
PA-10 - CAETÉ
PA-11 - APEÚ                                                
PA-12 - JOANES
.
PB-01 - CABO BRANCO
.
PE-01 - (deletado - Deleted)
PE-02 - (deletado - Deleted)
PE-03 - PONTA DE PEDRAS
PE-04 - OLINDA
PE-05 - RECIFE
PE-06 - SANTO AGOSTINHO
PE-07 - TAMANDARÉ
.
PI-01 - PONTA DAS CANÁRIAS
PI-02 - LUIS CORREIA
PI-03 - PEDRA DO SAL
.
PR-01 - CONCHAS (Ilha do Mel)
PR-02 - CARAGUATÁ
PR-03 - CAIOBÁ
.
RJ-01 - GUAXINDIBA
RJ-02 - ATAFONA
RJ-03 - SÃO TOMÉ
RJ-04 - MACAÉ (I. SANTANA)
RJ-05 - SANTA CRUZ
RJ-06 - PONTA NEGRA
RJ-07 - CABO FRIO
RJ-08 - MARICÁS                                            
RJ-09 - PALMAS
RJ-10 - RASA
RJ-11 - ITACOATIBA
RJ-12 - GUARATIBA
RJ-13 - PAU A PINO
RJ-14 - MARAMBAIA
RJ-15 - CASTELHANOS
RJ-16 - RAPADA
RJ-17 - PONTA DOS MEROS
RJ-18 - JUATINGA
.
RN-01 - (deletado - Deleted)
RN-02 - PONTA DO MEL
RN-03 - SANTO ALBERTO
RN-04 - CALCANHAR
RN-05 - GAMELEIRA
RN-06 - SÃO ROQUE
RN-07 - NATAL
RN-08 - BACOPARI
RN-09 - GALINHOS
.
RS-01 - TORRES
RS-02 - ARROIO DO SAL
RS-03 - CAPÃO DA CANOA
RS-04 - TRAMANDAÍ
RS-05 - CIDREIRA
RS-06 - SOLIDÃO
RS-07 - CRISTOVÃO PEREIRA
RS-08 - MOSTARDAS
RS-09 - CONCEIÇÃO
RS-10 - BARRA
RS-11 - SARITA
RS-12 - ALBARDÃO
RS-13 - CHUÍ
RS-14 - VERGA
RS-15 - ITAPUÃ DA LAGOA
.
SC-01 - ILHA DA PAZ
SC-02 - PONTA DO VARRIDO
SC-03 - CABEÇUDAS
SC-04 - ARVOREDO
SC-05 - PONTA DA GALHETA
SC-06 - NAUFRAGADOS
SC-07 - CORAL                                               
SC-08 - PONTA DO CATALÃO
SC-09 - IMBITUBA
SC-10 - ARARAS
SC-11 - ILHA DOS LOBOS
SC-12 - SANTA MARTA
SC-13 - ARARANGUÁ
SC-14 - ANHATOMIRIM
.
SE-01 - SERGIPE
SE-02 - ARACAJU
SE-03 - RIO REAL
.
SP-01 - UBATUBA
SP-02 - MASSAGUAÇU
SP-03 - VITORIA
SP-04 - PONTINHA
SP-05 - PEDRA DO CORVO
SP-06 - PONTA DO BOI
SP-07 - MOELA
SP-08 - ALCATRAZES
SP-09 - LAJE DA CONCEIÇÃO
SP-10 - LAJE DE SANTOS
SP-11 - QUEIMADA GRANDE
SP-12 - ICAPARA
SP-13 - BOM ABRIGO

ASSOCIAÇÃO DE EXPEDICIONÁRIOS ILHÉUS - A.E.I.
DIPLOMA FARÓIS BRASILEIROS - DFB - (Brazilian Lighthouses Award)

Fonte: http://www.aei.radioamador.org.br/dfb_lista.htm
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Um roteiro com os faróis que iluminam Alagoas... ...e são inspiração para músicas e poesias

Fonte:http://gazetaweb.globo.com

JANAYNA ÁVILA - Repórter

Eles costumam ser úteis apenas para as embarcações, mas quem mora em Alagoas e cultiva os laços afetivos com o Estado costuma vê-los como ícones da nossa paisagem. Uma prova dessa importância dos faróis, cuja função é guiar quem navega, é o fato de que eles estão não apenas na nossa história, mas também na literatura e na música. Poemas do alagoano Lêdo Ivo fazem referência às águas negras da noite de Maceió, iluminadas pelos faróis marítimos. Até um dos mais tradicionais bairros da cidade, situado na parte alta da capital, recebeu seu nome em homenagem à presença, no passado, de um farol, no local que hoje abriga o Mirante de São Gonçalo.
Além de Lêdo Ivo, outro alagoano ilustre inspirado na presença marcante desse instrumento na geografia local é o cantor e compositor Djavan, que cita, na canção Alagoas, o bairro situado na parte alta da capital: “Eu fui batizado na capela do Farol/ Matriz de Santa Rita, Maceió”.
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CORURIPE
Localizado no Pontal de Coruripe, Litoral Sul de Alagoas, a cerca de duas horas de Maceió, o Farol Coruripe, como foi batizado pela Marinha, tem faixas pretas e brancas dispostas horizontalmente. Cercado por bares e restaurantes que servem uma culinária à base de frutos do mar, visitar o farol que ilumina uma das mais belas regiões do litoral alagoano é também uma boa oportunidade para conhecer o artesanato do Pontal, com cestaria da palha do ouricuri.
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  PONTA VERDE
Segundo informações da Capitania dos Portos de Alagoas, o Farol Ponta Verde é o limite entre os dois bairros mais badalados da orla maceioense: Ponta Verde e Pajuçara. Num mar calmo, de águas azul-berilo, ele tem faixas vermelhas e brancas e faz parte, definitivamente, da paisagem de Maceió. Para chegar até ele é só esperar uma maré baixa. Mas, vá com sandálias de borracha: as pedras e os ouriços podem machucar os pés.
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JACINTINHO
Ele é tão presente na paisagem local que recebeu o nome da capital alagoana. O Farol Maceió fica na Rua Campo Alegre, no Jacintinho, e foi inaugurado em 1951. É o único que tem losangos pretos e brancos. Quem agenda a visita pode subir até ao setor, que guarda lâmpadas e defletores (o farol, propriamente). Terá que “vencer” 133 degraus numa escada caracol, mas vale cada passo: de lá, tem-se uma vista privilegiada da cidade.
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PORTO DE PEDRAS
O acesso ao Farol Porto de Pedras não é tão fácil, mas chegando até lá se tem uma vista do Rio Manguaba e de toda a região que forma a Costa dos Corais. Construído em 1940, visitá-lo é também uma forma de conhecer a história de Alagoas, já que a região guarda episódios como a “traição” de Calabar e a passagem de portugueses e holandeses pelo norte do Estado. A estradinha de paralelepípedo que leva até o farol fica ao lado da antiga Cadeia Pública, no Centro.
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AGENDE SUA VISITA!
CAPITANIA DOS PORTOS DE ALAGOAS
Fone: 3215-5800
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Coruripe: Como o farol fica na praia mesmo, não precisa agendar hora para apreciá-lo de perto. 
Foto: Gilberto Farias - Arquivo GA

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

FARÓIS de PORTUGAL

Clique para ver a lista de faróis respeitante ao (Continente , Madeira ou Açores).

desde a Antiguidade ...

    Os pontos de referência para mostrar a posição são uma necessidade para os navegadores. De dia, uma marca inconfundível na costa. De noite, uma luz que avise e afaste dos perigos ou que denuncie um abrigo das intempéries. O mais antigo farol de que se tem notícia é considerado uma das sete maravilhas do mundo. Ficava na ilha de Pharos frente a Alexandria no Egipto, derivando daí o nome de farol. Mandado construir cerca 300 A.C. por Ptolomeu Filadelfo, a obra em mármore branco, de Sóstrato de Cnidos, tinha 135 m. de altura (cerca de 3x o tamanho dos actuais!) e podia ver-se a sua luz a cerca de 100 Km, o que faria dele hoje em dia o mais potente farol. Esta construção, que serviu de modelo a muitos outros na antiguidade, foi destruída por um sismo em 1326. A seguir aos Fenícios e Gregos, os Romanos construíram faróis por todo o seu império, desde o farol de Bolonha, na Gália, a "Turris Ordens" ainda de pé no séc. XVI, até à "torre de Hércules", na Corunha, na costa NW de Espanha. Este, construído durante o reinado de Trajano (98 a 117 D.C.) e reconstruído em 1663, é considerado o farol mais antigo em funcionamento. Entre os séc. XII e XV construíram-se alguns faróis como o de Meloria (1157) e Magnale (1163) em Itália; no séc. XIII o de St.Edmund Chapel em Norfolk, Inglaterra; e os de Dieppe e Cordouan em França no séc. XIV. Em Portugal acendeu-se o primeiro farol na torre do Convento de S.Francisco no Cabo de S.Vicente em 1520. No entanto, o mais velho farol construído para esse fim foi mandado erigir na barra do Porto pelo bispo D.Miguel da Silva. Até ao reinado de D.José I a sinalização marítima era quase inexistente e a que havia estava a cargo de particulares, que acendiam fogos nos pontos mais altos ou visíveis servindo de aviso e orientação, ou então, com intuito de assaltarem os mais incautos, faziam-nos esmagar contra as falésias ou baixíos. Em 1761 o farol de N.Sra. da Luz, a norte da barra do Porto, e o de N.Sra. da Guia em Cascais, foram os primeiros faróis a cargo do Estado, seguindo-se no ano seguinte o do cabo da Roca. Ainda por decreto do Marquês de Pombal no ano de 1775 implantou-se um farol na fortaleza de S.Lourenço, no ilhéu do Bugio, e outro na Arrábida, mais tarde transferido para a fortaleza de Outão. Só 15 anos mais tarde puderam ser acrescentados à lista o farol do cabo Espichel e o do cabo Carvoeiro. A meio do século seguinte veio o da Berlenga (1840) seguindo-se S.Vicente (1846), cabo de Sta.Maria (1851) e cabo Mondego (1858). Nesta altura, e passados 100 anos da promulgação do alvará pombalino, existiam em Portugal apenas 12 faróis. O farol de Esposende de 1866, no forte de S.João Baptista, é uma das raras torres metálicas existentes em Portugal. Dois anos depois no norte da baía de Cascais entra em funcionamento o farol de Sta.Marta. Somente em 1870 é que as Ilhas começam a ser alvo de atenção com o farol da ponta de S.Lourenço, seguindo-se em 1876 a ponta do Arnel em S.Miguel e no ilhéu de Cima de Porto Santo em 1900. Juntamente com o farol do cabo Raso na fortaleza de S.Brás, o farol de Aveiro foi erguido em 1893 após 8 anos de construção. Seguiram-se a ponta de Sagres (1894) e o forte do Cavalo (1896) em Sesimbra. Entre 1908 e 1927 são construídos dezasseis farois no Continente e Ilhas. Serreta (Terceira), ponta das Lages (Flores), Montedor (Viana do Castelo), Penedo da Suadade (S.Pedro de Muel), ponta da Piedade (Lagos), Gibalta e Esteiro (Caxias), cabo Sardão (entre Sines e S.Vicente), Ribeirinha (Faial), Alfanzina (Lagoa), ponta do Pargo (Madeira), V.R.Sto.António, Albarnaz (Flores), Leça de Palmeira, ponta do Topo (S.Jorge) e Gonçalo Velho (Sta.Maria). Hoje em dia até as pequenas ilhas Desertas (em 1959) e as longínquas Selvagens (em 1977) estão sinalizadas com faróis, como padrões da nossa soberania. Nestas últimas as células fotovoltaícas inauguraram em 1981 o uso de energias limpas, iniciando um novo ciclo onde a modernização e automatização farão a diferença no tempo futuro. No ano de 1881 foi criada uma Comissão de Faróis e Balizas com um plano de sinalização marítima da costa, portos e barras. Cerca de vinte anos depois, a dependência dos faróis passa do Ministério das Obras Públicas para o Ministério da Marinha, onde, com a denominação de Direcção dos Faróis, se encontra ainda hoje. Para uma leitura mais atenta sugere-se o livro de Maria Regina Louro e João Francisco Vilhena, Faróis de Portugal edição da Gradiva.

Alguns dos nossos Faróis

    Leça Situado em Leça da Palmeira entre o rio Ave e Douro, apesar de ter sido dos últimos faróis a serem construídos (1927), foi o primeiro a ser incluído na rede telecontrolada de Leça da Palmeira em 1979. Cabo da Roca "... onde a terra acaba e o mar começa ...", no ponto mais ocidental do continente Europeu, ergue-se sobre umas escarpas, a mais de 140 m. do nível do mar, o farol do cabo da Roca. Foi implantado em 1762 no reinado de D.José I. Bugio
    Situado sobre um rochedo à entrada do estuário do Tejo, a cerca de 1,5 M a Sul do forte de S. Julião da Barra, o forte de S.Lourenço foi edificado em 1586 com projecto de influência italiana renascentista do arquitecto Frei Giovanni Vincenzo Casale. D.Sebastião já tinha tido a ideia de o edificar naquele local, mas ficou-se apenas pela construção de uma torre de madeira em 1578. As obras e alguns melhoramentos terminaram durante o reinado de D.João IV, sob orientação de Frei João Torriano. Após inúmeras catástrofes marítimas e por decreto do Marquês de Pombal, em 1775 instalou-se ali um farol. A pouca eficiência e consequente inutilidade como ajuda à navegação do aparelho de então está na origem das queixas em 1812, que obrigaram a alterações nos anos de 1829 e 1836. Dezaseis "candeeiros de Argand" produziam uma luz branca com um alcance de 16 milhas em 1865. Em 1895 a modificação no aparelho, agora alimentado a petróleo, produzia além da luz branca fixa, clarões vermelhos de 20 em 20 segundos. O gás passa a ser fonte de energia em 1933 para em 31 de Dezembro de 1959 dar lugar à electricidade. Várias gerações de faroleiros passaram por ali, até que em 1982 foi abandonado à automatização. O estado de degradação das muralhas da fortaleza, devido à forte exposição à violência das vagas, exigem obras de fundo com grande urgência correndo-se o risco eminente de colapso das muralhas e a curto prazo a destruição total do mais belo farol português. Leia um artigo do LNEC sobre o Farol do Bugio. Sta. Maria Na barra de Faro e Olhão, mais precisamente a SW na ilha da Culatra, fica o ponto mais a sul de Portugal Continental. Construído em 1851 o farol de Sta.Maria foi o primeiro farol português a possuir uma lente de Fresnel em 1859. Guia (Macau)
    No mais alto ponto de Macau foi mandado construir em 1937 pelo capitão António Ribeiro a fortaleza da Guia destinada a defender a fronteira com a China. O elemento fundamental do forte é o farol erguido em 1865 e o mais antigo da costa chinesa. Trabalhava inicialmente a parafina e está electrificado desde 1909. Ao lado ergue-se um mastro em que são içados os sinais de aproximação de tufão.

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Fonte:  http://www.ancruzeiros.pt

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domingo, 1 de agosto de 2010

Símbolo do patrimônio histórico, faróis estão desaparecendo na França

Especialista em tesouros marítimos diz que desaparecimento é crime contra a civilização.
Owen Franken/New York Times/G1

Na fronteira mais longínqua da França, aonde a chuva chega horizontalmente do oceano, não há nada no horizonte exceto ondas e faróis, demarcando a linha entre a terra e o mar, o mar e o céu. Construídos como um auxílio técnico para marinheiros, cujos arquitetos geralmente não são conhecidos, os faróis da França vêm se tornando um símbolo do país, de seu “patrimoine”, ou patrimônio - uma palavra que lá carrega um sentido espiritual de patriotismo e nacionalismo.
Foi um francês, afinal, Augustin-Jean Fresnel, quem inventou uma lente transparente para faróis, e outro que pensou em colocar as lanternas em movimento em um tanque de mercúrio, que conduz eletricidade e se move com a terra.
No entanto, com os efeitos do tempo, do clima hostil e da automação, os faróis da França estão desaparecendo. Quase todos os guardadores de faróis se foram, incluindo todos aqueles responsáveis pela manutenção do interior dos faróis lá longe no oceano. Com a introdução de redes de satélite de posicionamento global, os faróis deixaram de ser cruciais para a vida dos marinheiros ou para os negócios do estado.
Mas os franceses ainda não confiam totalmente nos dispositivos de GPS americanos, sendo que a lei exige faróis e bóias luminosas. Não há nenhuma exigência para salvar os faróis mais belos – só é preciso que eles tenham uma luz forte e visível a até 58 km de distância no mar (clique para ler a continuação da reportagem).

Para Marc Pointud, especialista em tesouros marítimos, o desaparecimento dos faróis franceses é um crime contra a civilização. Ele fundou a Sociedade Nacional para o Patrimônio de Faróis e Sinalizações para salvá-los e, em artigo de capa de uma edição recente do “Chasse-marée”, ou Caça-maré, a bíblia náutica do país, ele disparou o alarme.
“Os faróis, especialmente aqueles no mar, alimentam o imaginário coletivo”, escreveu. “Eles trazem uma dimensão épica que pertence a grandes lendas e erguem um patrimônio em um todo único e inseparável.”
Pessoalmente, e diante de uma garrafa de cidra, Pointud é mais relaxado, mas ainda insistente. “Os faróis são o símbolo da presença do homem no oceano”, disse, “eles fazem as pessoas sonharem.”
Pointud reconhece que os esforços para salvar faróis longínquos no mar, como o Armen, o La Jument e o Kéréon, todos agora automatizados e sem guardadores, estão fadados ao fracasso. “É sempre uma questão de verba”, afirmou, acrescentando que o governo se importa mais com a manutenção da iluminação em detrimento das estruturas elegantes na qual reside a lâmpada. “Na maioria das vezes, para eles, faróis são como um sinal de trânsito, não uma parte do nosso patrimônio”.

Manutenção
Pointud tem algumas idéias para o turismo – cobrar mais para visitar os faróis e usar o dinheiro para reparos. Mas o Estado não está preparado para financiamentos desse tipo e o Ministério da Cultura, sobrecarregado por ter que manter “le patrimoine”, se concentra em construções mais grandiosas, mais antigas e em terra firme.

A França ainda tem um Departamento de Faróis e Sinalizações em seu Ministério da Infra-estrutura e há cerca de 150 faróis que merecem destaque nesse país marítimo, sem costa apenas em sua fronteira oriental.
Philippe Genty, líder do departamento nessa parte da Bretanha, chamada de Finistère – o fim do mundo – está dando o melhor de si para salvar o famoso farol de Eckmühl, construído nos anos 1890 com uma herança da filha de um dos marechais de Napoleão, para compensar, segundo ela, todo o sangue derramado por seu pai.
A construção é bela: uma torre de granito 55 metros acima do nível do mar, com uma escadaria curvada de 272 degraus, ladrilhada com opalino azul-turquesa pálido, levando a uma sala com painéis de madeira, uma estátua do marechal e um teto de mármore com ornamentos metálicos. Agora, muitas das escadarias em opalino, que já não se produz mais, estão rachadas ou quebradas, o ferro está oxidando e os painéis e o teto foram desmontados para substituir as vigas em processo de apodrecimento. O marechal está guardado em um depósito.
“Vemos os faróis como algo técnico, mas eles também são belos”, disse Genty. “Queremos manter nosso patrimônio, nossa herança.”
Após pressionar seu departamento e tentar trabalhar com o Ministério da Cultura, Genty dispõe de US$ 239 mil para começar a vedar o granito e substituir as vigas podres e o ferro enferrujado.
“Isso é suficiente para mantê-lo funcionando, para que não se desmorone”, ele disse. “Mas em 50 anos, se os faróis não forem restaurados, eles vão todos se despedaçar no oceano.”
Genty está trabalhando com Pierre Alexandre do escritório de Finistère do Ministério da Cultura. Alexandre observa que os faróis da região, devido ao seu valor histórico e de navegação, são os mais importantes da França. Ele está providenciando recursos para avaliações técnicas dos cinco faróis aqui classificados como monumentos históricos, incluindo o mais antigo, Le Stiff. “No momento, não podemos pensar em investir em faróis em alto mar”, afirmou Alexandre. “É impraticável.”
O Le Stiff, de 32 m de altura, tem orientado marinheiros desde 1699. Naquela época, grandes fogueiras eram produzidas com carvão mineral em seu topo; hoje, sua vidraça rosada é iluminada por uma grande lâmpada incandescente, controlada por computadores em terra, e muitas das salas estão interditadas porque o chão e as vigas estão apodrecendo.
O farol Creac’h, na parte ocidental da ilha, é muito maior, 55 m, mas também sofre sérios estragos estruturais. Sua maravilhosa escadaria está fechada para turistas porque o corrimão é muito baixo e o risco de acidentes é alto.
O Kéréon, construído no mar, é venerado pela sua forma elegante, painéis de madeira de carvalho e a sofisticada marchetaria de seu interior, com uma enorme estrela central – o símbolo dos faróis da França – trabalhada em madeira de ébano e mogno no assoalho. Conhecido como “Palácio dos Mares”, o Kéréon tem camas construídas dentro dos painéis de madeira das paredes e os dois guardadores do farol costumavam caminhar com chinelos de feltro para polir os pisos.

Guardadores
Mas hoje o Kéréon está vazio, sendo visitado somente por especialistas técnicos em longos intervalos. Seu interior, muitos afirmam, está se desintegrando com os estragos da umidade e da água.
Jean-Yves Berthelé, de 52 anos, foi um dos últimos guardadores do Kéréon, trabalhando em turno que incluía duas semanas no farol, uma em casa, uma no farol e uma em casa. Era bonito, como ele disse, “mas também muito repetitivo”. Os dois guardadores tinham que encontrar um jeito de quebrar a rotina de lavar as lentes e as janelas e cuidar da manutenção dos equipamentos. Além de conviverem um com o outro, ele disse. A televisão só chegou ao Kéréon no final dos anos 1980, “então, nós cozinhávamos toda hora”, disse Berthelé. “Como nós franceses dizemos, a força moral vem do prato.”


Os guardadores de farol eram famosos por suas bebedeiras e os arquivos examinados por Jean-Cristophe Fichou, acadêmico local, estão repletos de histórias de crime e violência.
Fichou, professor na cidade de Brest, escreveu sua dissertação de doutorado sobre os faróis da França e publicou três livros conceituados sobre o tema. Como Pointud, ele ama os faróis, mas também afirma que Pointud é muito dramático com relação a eles e que “fala um pouco alto demais.”
“A questão é o que temos condições de salvar”, disse Fichou. “É muito caro e nós nunca poderemos salvar aqueles faróis em alto mar. Nem podemos levar os turistas até lá – é caro e perigoso demais”. Construí-los foi um grande desafio para a engenharia, e os engenheiros tentaram fazê-lo de forma elegante, disse, “mas foi naquela época, agora acabou.” Pelo fato de os faróis estarem se deteriorando, “é claro que nosso interesse se desperta”, disse Fichou. “Mas também há certa beleza no fato de que algo está em decadência.”
Berthelé, o antigo guardador do Kéréon, ainda trabalha para o Departamento de Faróis e Sinalizações em Île d'Ouessant, uma ilha sem árvores, em forma de ovelha, visitada por até mil turistas por dia na temporada de verão. Como os outros antigos guardadores, ele senta em uma cadeira no escritório e observa computadores e relatórios meteorológicos.
Perguntado se, depois de passar uma época no farol, ele estava frustrado com a vida comum em uma casa mais normal, ele pensou por um instante. Então, simplesmente disse, com uma grande paixão repentina: “eu odeio cortinas.”
Fotos: Internet
 Veja apresentação power point com imagens dos faróis franceses
(Clique em "Apresentação de Slides" no canto inferior direito da tela com a apresentação para iniciá-la) "Les sentinelles del'Iroise" foi enviada por gentileza de Celso Chagas Ribeiro.

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