Páginas

sábado, 24 de julho de 2010

Farol e Aurora Boreal

By Orvaratli - Garðskagaviti, Islândia

Lighthouse, Leuchtturm, phare, faro, منارة , Mnārh, маяк, 灯塔 , Dēngtǎ, deniz feneri, fener, mercu suar, menara api, فانوس دریایی, چراغ خانه, برج فانوس دریایی , փարոս, çıraq, φάρος, hải đăng, ประภาคาร, 灯台, Tōdai

terça-feira, 20 de julho de 2010

O que é um Farol?



Amigos, para começarmos este blog sobre um tema tão fascinante, nada melhor do que publicar a definição (bem como maiores informações) sobre os faróis, extraída diretamente da Wikipédia. Difinitivamente não é um texto romântico; mas é bastante esclarecedor. Vamos lá:

Um farol é uma estrutura elevada, habitualmente uma torre, dotada de um potente aparelho óptico (fonte de luz e espelhos ou reflectores), cujo facho de luz é visível a longas distâncias.

História

Utilizados desde a antigüidade, quando eram acesas fogueiras ou grandes luzes de azeite (de oliveira ou de baleia), os faróis foram concebidos para avisar os navegadores que se estavam a aproximar da terra, ou de porções de terra que irrompam pelo mar adentro.
As fontes de alimentação da luz foram melhorando, tendo sido o azeite substituído pelo petróleo e pelo gás, e posteriormente pela electricidade. Paralelamente, foram inventados vários aparelhos ópticos, que conjugavam espelhos, reflectores e lentes, montados em mecanismos de rotação, não só para melhorar o alcance da luz, como para proporcionar os períodos de luz e obscuridade, que permitiam distinguir um farol de outro.
Historicamente, este tipo de construções ganhou características temporais e sociais, sendo dotados de características distintas de zonas para zonas.
Actualmente são construcções de alvenaria que incluem para além da torre (geralmente redonda para minimizar o impacto do vento na estrutura), a habitação do faroleiro, armazéns, casa do gerador de emergência, a "casa da ronca" (onde estão instalados os dispositivos de aviso sonoro que são utilizados em dias de nevoeiro).
Frequentemente associado aos faróis e aos faroleiros surge um outro personagem: os afundadores. Este termo designa aqueles que criavam falsos faróis com o intuito de atrair os navios para zonas perigosas, causando o seu afundamento, para posteriormente saquearem os destroços. Em Portugal está prática nunca assumiu a dimensão que teve no norte da Europa, pois ao contrário do que aí acontecia, os salvados de um naufrágio em Portugal pertenciam à Coroa e não a quem os recuperasse.

Origem do termo

O termo farol deriva da palavra grega Faros, nome da ilha próxima à cidade de Alexandria onde, no ano 280 a.C., foi erigido o farol de Alexandria — uma das sete maravilhas do mundo antigo. Faros deu origem a esta denominação em várias línguas românicas; como em francês (phare), em espanhol e em italiano (faro) e em romeno (far).

Tipo de luz

A luz emitida pelos faróis pode ser de vários tipos:
  1. Fixa (F) - Luz contínua com intensidade e cor constante
  2. Ocultações (Oc) - A duração da luz é maior que a duração da obscuridade
  3. Isofásica (Is) - A duração da luz e da obscuridade são iguais
  4. Relâmpagos (R) - A duração da luz e menor que a duração da obscuridade
  5. Cintilante (Ct) - A duração da luz e da obscuridade são iguais, mas com relâmpagos muito rápidos, (mais de 50 relâmpagos/minuto)
  6. Alternada (Alt) - Luz que apresenta alternadamente cores diferentes
O alcance da luz dos faróis varia de acordo com vários factores, tais como a potencia do aparelho óptico, localização do observador, etc, pelo que é expresso de três formas diferentes:
  • Alcance geográfico - distância máxima a que a luz do farol pode ser visto, dada a curvatura da terra. Depende da altura do farol e da altura do observador em relação ao nível mar;
  • Alcance luminoso - distância máxima que a luz pode ser vista em dada a potência da luz, do aparelho óptico e transparência atmosférica;
  • Alcance nominal - é o alcance "oficial" do farol, aquele que vem indicado nas carta hidrográfica, Lista de Faróis e outras publicações oficiais.
Para o cálculo do alcance é fundamental ter conhecimento da altura (a distância entre a base e a luz) e a altitude (a diferença entre o nível médio do mar e o plano focal da luz).
A cor da luz dos farois pode variar de acordo com convenções:
  • Branco (br) - é a cor tradicional, mais usada, na luz dos faróis
  • Vermelha (vm) - o vermelho é utilizado em faróis na entrada de barras, canais, rios, portos e docas, indicando que a embarcação tem de dar bombordo à luz
  • Verde (vd) - o verde é utilizado em faróis na entrada de barras, canais, rios, portos e docas, indicando que a embarcação tem de dar estibordo à luz
Nota: o texto entre parêntesis é válido para as indicações em língua portuguesa Nota: a indicação do bordo a dar é válido para a Região A do Sistema de Balizagem Marítima.

Código Internacional de Luzes

Cor

  • Amarela (Y) - Yellow
  • Azul (Bu) - Blue
  • Branca - (W) - White
  • Laranja (Or) - Orange
  • Verde (G) - Green
  • Vermelha - (R) - Red
  • Violeta (Vi) - Violet

Classe da Luz

Tabela I
Classe da Luz Característica Abrev. Definição Exemplo
1. FIXA
Fixed
F Luz que se apresenta contínua e uniforme e de cor constante F R Light Code F R.gif
2. OCULTAÇÕES
Occulting
A duração total da emissão luminosa em cada período é maior do que a duração total da obscuridade e os intervalos de obscuridade (ocultações) têm habitualmente a mesma duração.

2.1 OCULTAÇÕES
SIMPLES

Single-occulting
Oc Uma ocultação repete-se regularmente. Oc R 6s Light Code Oc R 6s.gif

2.2 OCULTAÇÕES
AGRUPADAS

Group-occulting
Oc(x) Grupos de um determinado número de ocultações repetem-se regularmente. Oc(2) G 8s Light Code Oc (2) G 8s.gif

2.3 OCULTAÇÕES
DIVERSAMENTE
AGRUPADAS

Composite group-occulting
Oc(x+y) Luz semelhante à de Ocultaçoes Agrupadas, com a excepção de que grupos sucessivos, no mesmo período, contêm números diferentes de ocultações. Oc(2+3) W 18s Light Code Oc(2+3) W 5s.gif
3. ISOFÁSICA
Isophase
Iso A duração da emissão luminosa e a duração da obscuridade são iguais. Iso R 4s Light Code Iso R 4s.gif
4. RELÂMPAGOS
Flashing
A duração total da emissão luminosa em cada período é menor que a duração total da obscuridade e as aparições de luz (relâmpagos) têm habitualmente a mesma duração.

4.1 RELÂMPAGOS
SIMPLES

Single-flashing
Fl Luz de relâmpagos em que um relâmpago se repete regularmente (a uma frequência inferior a 50 relâmpagos por minuto). Fl G 5s Light Code Fl G 5s.gif

4.2 RELÂMPAGOS
LONGOS

Long-flashing
LFl Uma emissão luminosa, de duração igual ou superior a 2 segundos (relâmpago longo) repete-se regularmente. LFl W 10s Light Code LFl 10s.gif

4.3 RELÂMPAGOS
AGRUPADOS

Group-flashing
Fl(x) Grupos de um determinado número de relâmpagos, repetem-se regularmente. Fl(3) R 15s Light Code Fl(3) R 15s .gif

4.4 RELÂMPAGOS
DIVERSAMENTE
AGRUPADOS

Composite group-flashing
Fl(x+y) Luz semelhante à dos relâmpagos agrupados, com a excepção de que grupos sucessivos, no mesmo período, contêm números diferentes de relâmpagos. Fl(2+1) W 15s Light Code Fl(2+1) W 5s.gif
5. CINTILANTE
Quick
Os relâmpagos (cintilações) repetem-se com uma frequência compreendida entre 50 e 79 relâmpagos por minuto.

5.1 CINTILANTE
CONTÍNUA

Continuos quick
Q Os relâmpagos repetem-se regularmente. Q W Light Code Q W.gif

5.2 CINTILANTE
AGRUPADA

Group quick
Q(x) Grupos de um determinado número de relâmpagos repetem-se regularmente. Q(3) G 9s Light Code Q (3) G 9s.gif

5.3 CINTILANTE
INTERROMPIDA

Interrupted quick
IQ A sequência dos relâmpagos é regularmente interrompida por intervalos de obscuridade de duração longa e constante. IQ R 14s Light Code IQ R 14s.gif
6. CINTILANTE RÁPIDA
Very Quick
Os relampagos (cintilações) repetem-se com uma frequência compreendida entre 80 e 159 relâmpagos por minuto.

6.1 CINTILANTE RÁPIDA CONTÍNUA
Continuos very quick
VQ Os relâmpagos repetem-se regularmente. VQ W Light Code VQ.gif

6.2 CINTILANTE RÁPIDA AGRUPADA
Group very quick
VQ(x) Grupos de um determinado número de relâmpagos repetem-se regularmente. VQ(3) G 4s Light Code VQ (3) G 4s.gif

6.3 CINTILANTE RÁPIDA INTERROMPIDA
Interrupted very quick
IVQ A sequência dos relâmpagos é regularmente interrompida por intervalos de obscuridade de duração longa e constante. IVQ R 9s Light Code IVQ R 9s.gif
7. CINTILANTE ULTRA-RÁPIDA
Ultra Quick
Os relâmpagos (cintilações) repetem-se com uma frequência igual ou superior a 160 relâmpagos por minuto.

7.1 CINTILANTE
ULTRA-RÁPIDA CONTÍNUA

Continuous ultra quick
UQ Os relâmpagos repetem-se regularmente. UQ W Light Code UQ.gif

7.2 CINTILANTE
ULTRA-RÁPIDA INTERROMPIDA

Interrupted ultra quick
IUQ A sequência dos relâmpagos é regularmente interrompida por intervalos de obscuridade de duração longa e constante. IUQ R 6s Light Code IUQ R 6s.gif
8. CÓDIGO MORSE
Morse Code
Mo(x) As emissões luminosas têm durações nitidamente diferentes e estão agrupadas de modo a formar um ou mais caracteres do código MORSE. Mo(K) G 6s Light Code Mo(K) G 6s.gif
9. FIXA DE RELÂMPAGOS
Fixed and flashing
FFl Luz que combina uma luz fixa com uma luz de relâmpagos com uma intensidade luminosa mais forte. A luz de relâmpagos pode ter qualquer das características descritas em 4. FFl Y 5s Light Code FFl Y 5s.gif
10. ALTERNADA
Alternating
Al Luz que apresenta alternadamente cores diferentes.
NOTA - As luzes alternadas podem ser usadas em conjunto com a maioria das classes de luzes anteriores.
Al WR 3s Light Code Al WR.gif
Legenda
A coluna 'Exemplo' inclui:
  • a) Característica Abreviada.
  • b) Nº de ocorrências (relâmpago ou ocultação) dentro do grupo.
  • c) Cor (conforme a tabela de cores).
  • d) Período (em segundos, corresponde à duração total de cada cíclo).
Ex: Fl(3) R 15s (linha 4.3)
  • a) Fl - Relâmpagos, flashing
  • b) (3) - Agrupados (grupo de 3 relâmpagos)
  • c) R - Vermelho, Red
  • d) 15s - Duração total do cíclo, 15 segundos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...