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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Farol do Mucuripe, 6º maior do mundo, é inaugurado no Ceará

O farol pode ser visto a uma distância de 80 quilômetros durante a noite, e 54 quilômetros durante o dia ( Foto: Kid Júnior )
O novo Farol do Mucuripe foi inaugurado oficialmente na tarde de ontem (18) após solenidade realizada pela Marinha do Brasil e Grupo J. Macêdo, responsáveis pelo projeto. A estrutura impressiona pelos 71,1 metros de altura e foi apresentada como o maior farol tradicional das Américas e o sexto maior do mundo, obedecendo as funções de assegurar a vinda das navegações e ampliar a capacidade de verticalização de construções na região onde foi estabelecida. Já em funcionamento, o investimento de R$ 5 milhões foi feito pelo grupo J. Macêdo, que possui instalações próximas ao novo Farol.
A solenidade de inauguração do farol foi realizada pela Marinha do Brasil e o Grupo J. Macêdo, responsáveis pelo projeto ( Foto: Kléber A. Gonçalves )
Ressaltando a importância do Porto do Mucuripe como ponto estratégico e de confluência de rotas comerciais, Amarílio Macêdo, presidente do Conselho J. Macêdo, destacou o incremento da segurança costeira e a oportunidade de crescimento vertical demandada pela cidade e pelo grupo.


Futuro
“Temos o propósito de seguir o nosso compromisso de crescer. Estávamos limitados pela altura do farol antigo, que não atendia mais às necessidades do futuro. E agora, com esse novo Farol, o futuro já está virando presente. Estamos fazendo uma construção de silos em uma altura que era proibida fazer antes, além de trazer segurança e desenvolvimento”, esclarece Amarílio Macêdo. Os silos de armazenamento de grãos da empresa, localizados no Porto do Mucuripe desde a década de 1950, poderão ter a estrutura vertical ampliada com a nova altura do farol. A nova construção, três vezes maior que a anterior - de 22 metros -, é equipada com tecnologia francesa e sistema de microprocessamento, automação e ainda segurança.


Investimentos
O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, esteve presente na solenidade que oficializou a inauguração do novo equipamento. De acordo com o chefe do Executivo Municipal, o farol trará investimentos para o Mucuripe. “O principal ponto é que agora vai haver um crescimento nessa área. Essa comunidade precisa de desenvolvimento, emprego e renda. Acredito que o farol veio para iluminar o futuro do bairro”, comenta. Além dele, o almirante Leal Ferreira, atual comandante da Marinha do Brasil, também esteve na cerimônia.
O acendimento, o desligamento e o controle da velocidade de giro serão realizados inteiramente por um sistema informatizado. De acordo com Leonardo Salema, capitão dos Portos, a lâmpada, agora de led, possui uma intensidade equivalente ao dobro da anterior. “Isso facilitará a identificação do farol por parte dos navegantes, que vão poder seguir um rumo correto e seguro para demandar o Porto de Fortaleza. A estrutura facilita por ser mais relevante e mais fácil de ser visualizada”, explica o oficial. 
A parceria entre o grupo J. Macêdo e a Marinha do Brasil foi fechada em 16 de fevereiro de 2016, e a construção do farol levou nove meses para ser concluída. Com o novo equipamento, a orla terá acréscimo de até 30% na capacidade de verticalização. Beneficiando principalmente as pequenas embarcações, que não contam com sistema de geolocalização, o farol pode ser visto a uma distância de 80 quilômetros durante a noite, e 54 quilômetros durante o dia. 
O ciclo de acendimento rotativo é o que caracteriza o farol, que tem um lampejo a cada dez segundos. Possidônio Filho, presidente da Colônia de Pescadores, destacou o investimento como um divisor de águas para todos os navegantes. “Quando saímos e vamos para longe da praia, o farol é a única referência que temos na noite. Agora, com esse maior, vai ter mais segurança para o pescador, que está sendo guiado por um equipamento com tudo que há de mais moderno”, salienta.


domingo, 14 de maio de 2017

The Lighthouse, curta de animação em stop-motion de Simon Scheiber

The Lighthouse from Trim Tab on Vimeo.

A descoberta surpreendente de um faroleiro puxa-o para fora de sua monótona rotina diária e leva-o para uma viagem em território desconhecido.

Composto por mais de 14.000 fotografias, O Farol é uma animação neo noir stop motion  por duas mãos ao longo de 7 anos.

Tempo total de execução: 11 min 20 seg

sábado, 18 de março de 2017

Espanha: Os Faróis do Fim da Terra

Farol do Cabo Vilan e sua espessa base de pedra
Abatida da Costa da Morte bate com força. As ondas ao romperem em direção à terra pulsam o seu destino como em todo nascimento ou deixam de fazê-lo como a cada morte. Entre o silêncio e as histórias que ouvimos, este trecho da costa da Galiza (Norte de Espanha) tem o maior número de naufrágios no mundo. É a costa do fim da Terra, tatuada pelas tragédias escritas em suas rochas com a língua das águas.
O navegador romano, Decimus Junius Brutus, encontrou no monte do Cabo Finisterra um altar dedicado a do Sol ( Ara Solis ), construído por povos mais antigos. Com temor observou àquela tarde, como o sol mergulhava no mar. Não havia dúvida para o almirante romano. Ali se acabava o caminho, era o Finis Terrae , tudo o mais pertencia ao mar, incluindo o sol.
Com um campo de estrelas no céu e rochas salientes no chão, esta parte do Oceano Atlântico é lugar obrigatório de chegada e troca de direção de navios indo e vindo do Norte. O elevado volume de tráfego, a grande quantidade de rochas salientes e as tempestades de inverno causaram muitas desventuras nesta costa.

Afinal do século XIX se produzem, em um curto espaço de tempo, vários naufrágios de navios da marinha britânica com um grande número de vítimas: o Wolfstrong (1870, 28 mortos), o Iris Casco (1883, 37 mortos), o HMS Serpent (1890, 172 mortos), o Trinacria (1893, 31 mortos) ea cidade de Agra (1897, 29 mortos).
Ante o horror, os marinheiros ingleses começam a usar o nome de Costa da Morte e deixam o sinal de uma cruz com a inscrição Cost of Death, em honra dos marinheiros do Serpent.
As histórias trágicas se cobrem de solidariedade e saques próprios de lugares que dobram o curto espaço de tempo e muita morte. No entanto, sempre se guardou respeito pelos mortos. Os moradores resgataram os poucos sobreviventes e enterraram os defuntos nas cercanias, e nas ocasiões em que isso não poderia ser feito, os restos dos navios foram incinerados com os corpos dos falecidos. Daí surgem nomes tão arraigados à essas terras como O Cemitério dos Ingleses, a Gruta dos Cadáveres Queimados (: daí esta costa tão arraigado como nomes emergem A Furna dois Infiltrados Queimados ) e a Caverna dos Infernos ( Furna dos Infernos ).

A Luz e a Costa da Morte.

Os faróis são a luz que ilumina o céu atormentado nesta parte do mundo. Instalados em locais onde a beleza escuta o vento, a sua luz é derramada pela atmosfera do mar para orientar os navios para os seus destinos.
Diante das catástrofes marítimas, as autoridades espanholas melhoraram a sinalização com a abertura do farol Vilan em 1896.

Cabo Vilan, com seu farol de luz periódica
O farol Vilan é uma torre octogonal de 25 metros que se projeta para o mar, em um promontório de 105 metros de altura. Foi o primeiro farol elétrico da Espanha. A luz produzida chegou a 10 milhas náuticas, um dos mais poderosos de seu tempo. Foi declarado de interesse nacional em 1933. Hoje, com a luminosidade óptica reformada, atinge 28 milhas e adicionou uma sirene de nevoeiro, mas as tragédias continuam a ocorrer apesar do farol, radar e outros avanços, como a que aconteceu com o petroleiro Prestige, que em 2002 causou a maior poluição da costa espanhola.
Enroscado na pedra, o farol Vilan desenha a estrada para os navios, evitando a densa espessura do mar que poderia levá-los vagando em direção às rochas.


Farol Muxia, ponto final do Caminho de Santiago
Não é o único farol desta costa. O farol de Muxía impressiona pelo lugar onde está localizado, o Santuário de Nuestra Señora de la Barca ( Nosa Señora da Barca ), etapa final dos peregrinos, que depois de visitar o Apóstolo Santiago, se dirigiam rumo ao Finis Terrae para contemplar a pedras, que, segundo reza a lenda, são os restos do barco usado pela Virgem Maria, quando ele apareceu para o apóstolo.
A Pedra de Abalar corresponderia à vela, e é uma pedra megalítica de nove metros de comprimento, que balança ( Abala ) quando as pessoas subem nele. Sobre este fato, é dito que este movimento ocorre quando as pessoas que sobem nele são inocentes de pecados.

A Pedra Abalar oscila quando as pessoas que a escalam são inocentes de pecados
Outro farol, considerado de primeira ordem, é o farol do Cabo de Finisterre. Aqui teve lugar o naufrágio com mais navios implicados e mais vítimas na história da Galiza. Em 1596, oito anos após o desastre da Armada Invencível e como resultado dos saques britânicos à costa espanhola, Felipe II manda zarpar a Segunda Armada Invencível. Forma uma frota de mais de 100 navios, comandada por Martin Padilla, que zarpa dos portso de Cádiz, Lisboa e Sevilha.
Em 28 de Outubro, 1596, ao largo da costa de Finisterre, é surpreendido por uma tempestade severa que acaba com 25 navios afundados. O desastre é total, 1.706 tripulantes desses navios foram para sempre enterrados neste mar que sempre envia.
O farol Finisterre foi construído em 1853. A torre octogonal é de 17 metros e sua lanterna, localizada 138 metros acima do nível do mar, chega a mais de 30 milhas náuticas. A névoa de inverno forçou à instalação de uma sirene em 1889, conhecida como a Vaca de Finisterre, pelas duas colunas em forma de chifre, que advertiam marinheiros do perigo.

Farol Finisterre, sempre a guiar quando os mares estrondam
São os Faróis do fim da Terra, que estão onde se desordena o mar. De suas entranhas sai a luz  que assinala os caminhos e contempla os penhascos, vestidos com a espessura das pedras.

Texto e Fotografia © Oscar Jara Albán, 2017 
Todos os direitos reservados
www.babab.com
Traduzido por Farol 1

sábado, 21 de janeiro de 2017

Faróis Marítimos de Santa Catarina - Brasil



Farol do Arvoredo




Farol do Arvoredo é um farol brasileiro que se localiza na extremidade sul da ilha do Arvoredo, incluída na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo no litoral do estado brasileiro de Santa Catarina, no município de Governador Celso Ramos litoral norte. Torre troncónica em ferro fundido, com lanterna e galeria, pintada com faixas horizontais brancas e vermelhas, com três edifícios térreos anexos. Tem instalado um aparelho lenticular de Fresnel.

Desde o século XIX que os canais norte e sul da Ilha de Santa Catarina já eram motivo de preocupação, o que levou à construção dos faróis de Anhatomirim e de Naufragados respectivamente. No entanto, dado que o farol de Anhatomirim não era avistado na parte mais larga do canal norte, iniciou-se em 1878 a construção de um novo farol, cuja torre foi prefabricada em Inglaterra. A construção remonta assim ao Segundo Reinado e foi inaugurado no dia 14 de março de 1883. A sua finalidade é a de orientar a navegação ao Norte da ilha de Santa Catarina. Atualmente emite uma luz branca com quatro ocultações a cada sessenta segundos, visualisada até 24 milhas náuticas de distância (cerca de 44 quilômetros).
Em 2007 foi inaugurado o sistema de fornecimento de energia elétrica ao farol a partir de painéis de células fotovoltaicas (energia solar), fruto de um convênio entre as Centrais Elétricas de Santa Catarina, a Eletrosul, o Laboratório de Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina e a Marinha do Brasil, com financiamento do Ministério das Minas e Energia.


Farol de Imbituba



Farol de Imbituba, localiza-se no município de Imbituba, no estado de Santa CatarinaBrasil.
Construído no monte que divide a Praia da Vila e a Praia do Porto. Está admiravelmente integrado ao meio ambiente. O acesso é feito por uma trilha desde do canto da Praia da Vila, que propicia belas paisagens em todo o percurso.
Na ponta do morro, encontra-se a grande maravilha, de onde se pode divisar toda a Praia da Vila e um mar azul e deslumbrante que parece não haver mais fim.


Farol da Ilha da Paz



Farol da Ilha da Paz localiza-se na Ilha da Paz, município de São Francisco do Sul, estado de Santa Catarina, no Brasil.
A sua construção foi iniciada em 1905, sob a direção do Capitão-Tenente Arnaldo Siqueira Pinto da Luz, com o aproveitamento da grande quantidade de pedras do local. A sua torre ergue-se a dezesseis metros de altura, circundada por três residências para os faroleiros. Foi inaugurado a 20 de agosto de 1906, sendo presidente da República o Dr. Rodrigues Alves, Ministro da Marinha o Vice-Almirante Júlio C. de Noronha e Diretor de Faróis o Capitão-de-Fragata Eduardo Augusto Veríssimo de Mattos.Seu primeiro faroleiro foi o Sr. Leovegildo Osorio.
A máquina do farol sustentava um hexaedro ótico giratório, fabricado em 1894 pela F. Barbier & Cie. Constructeurs de Paris, importado em 1905. De sua instalação até 1982, todo o equipamento era alimentado com querosene sob pressão, passando a partir de então, com a instalação de um antigo grupo motor-gerador oriundo da desativação da Base de Combustíveis da Ilha da Rita, a ser alimentado por energia elétrica. A lâmpada, de fabricação japonesa, aumentada pelo aparelho lenticular tinha alcance de vinte e três milhas náuticas.
O farol cujo número de ordem é 1437, tendo por nº internacional G-0540 está posicionado a 26º11’ de latitude sul e 048º 29’ de longitude oeste de Greenwich. Características: Lp branco - período 20 segundos – altitude do foco 84 metros.
Transcorridos dois anos de sua inauguração foi construída, em alvenaria, próxima ao portinho de desembarque, uma casa geminada com cinco compartimentos destinados a abrigar os quatro remadores e o patrão das baleeiras que eram utilizados no transporte de querosene e pessoal, entre a praia da Enseada e a Ilha da Paz, numa distância de duas milhas.
Com a instalação da Delegacia da Capitania dos Portos em São Francisco do Sul, em 1918, foi edificado junto ao mencionado portinho um rancho em alvenaria para abrigo de embarcações, ocasião em que, com a retirada das pedras empregadas na construção foi formada uma pequena praia na ilha, utilizada até os dias atuais tanto pelos familiares da guarnição quanto pelos visitantes autorizados.
Em 1941, com o advento da Segunda Guerra Mundial, ainda na gestão do Delegado Capitão-Tenente Álvaro Pereira do Cabo, foi instalada a Estação Rádio da Ilha da Paz, funcionando provisoriamente na casa nº 1, anexa ao corpo do farol, e tendo como seu primeiro encarregado o 3º SG-TL JUVENAL.
Sob a direção do Delegado Capitão-Tenente Antonio Carlos Raja Gabaglia, em 1942, foi construída, em área isolada, a residência do Encarregado do Farol. Nesta mesma época foi também concluído o rancho do porto do Penixe.
Já em 1945, o então Delegado Capitão-Tenente Carlos Luiz Duque Estrada levava a efeito a construção da residência do Telegrafista e da respectiva Estação de Rádio. A partir desta data, por duas décadas, nada de importante foi realizada na ilha, a não ser a conservação periódica dos prédios e caminhos existentes.
Em 1970, foi construída uma ponte de atracação no Porto do Penixe em concreto armado, com as dimensões de oito metros de comprimento por dois metros e cinqüenta centímetros de largura. A ponte permite atracação de embarcações de calado até dois metros na baixa-mar.
O primeiro faroleiro a ser destacado para a Ilha da Paz foi o Sr. Leovegildo Cezar da Fonseca Ozório, casado com a Sra. Emilia Augusta da Nóbrega, tendo lá permanecido por mais de duas décadas. Neste período nasceram na Ilha duas filhas do casal que foram batizadas pelos nomes de Maria da Paz e Maria da Graça, em homenagem à ilha e ao arquipélago das Graças. As meninas foram alfabetizadas pelo 2º faroleiro Sr. Felisberto de Carvalho e com doze anos de idade regressaram à cidade de São Francisco do Sul, onde ingressaram diretamente no 1º ano complementar. Após concluírem o Curso de Professorado tornaram-se excelentes mestras e transmitiram seus conhecimentos a diversas gerações de francisquences.
Os primeiros faroleiros mantinham na Ilha da Velha, localizada nas proximidades, uma criação de cabras, donde tiravam o leite para consumo de seus familiares. Usavam a mesma ilha para o plantio de bananas, verduras e hortaliças.
Os serviços de carga, pelos caminhos íngremes da Ilha da Paz, foram sempre realizados por animais. Na época da construção do Farol, um burro denominado "Moleque" transportava a água necessária, em dois barris, desde a Fonte do Cafeeiro até o pico do morro. O animal foi substituído por uma mula chamada de "Mulata" e esta auxiliada, mais tarde, por um boi de nome "Barnabé". "Mulata", com mais de trinta anos de serviços, morreu de velhice em princípios de 1983 enquanto que "Barnabé" teve seu fim em 1982 ao cair entre duas grandes lajes de pedra. Na atualidade a ilha possui duas cachorrinhas uma de nome "branquinha" e outra de nome "pretinha ou marrom", que vivem com os militares do farol.
Os Práticos da Barra e Porto de São Francisco do Sul, até o ano de 1936 pernoitavam nas casas geminadas da Ilha da Paz, quando construíram uma residência de madeira e definitivamente se transferiram para a Ilha Velha, que ocuparam até os anos 90. Atualmente os práticos saem diretamente de São Francisco do Sul e não utilizam mais as ilhas.
A ilha possui duas fontes de água potável, a do Cafeeiro e a do Saco do Venâncio, com água de ótima qualidade e própria para consumo, além de três cisternas, com capacidades para 60.000 litros para armazenar água pluvial.
Convém ressaltar a piscosidade ao redor da Ilha e em todo o arquipélago das Graças. Lagostas, garoupas, badejos e outras espécies fazem do local atrativo maior para os pescadores.
Penixe, Portinho, Ponta do Sul, Saco do Venâncio, Pedra do Frade, Coruja, Paredão, Pomar, Fonte do Cafeeiro são as denominações usadas para distinguir os locais da encantadora Ilha da Paz.
Em 1989 todo o sistema foi modernizado. Foi instalado um Aparelho Lenticular de 4º Ordem, composto de seis painéis, proveniente do Farol de São Tomé (RJ). Além disso, sofrerem reformas a máquinas de rotação manual; a máquina de rotação elétrica e os sistemas de iluminação de emergência a gás e a querosene.
A ilha encontra-se guarnecida por dois militares (um faroleiro e um motorista encarregado do grupo gerador) que lá residem com suas famílias.
Ilha da Paz e seu complexo de construções, que inclui o farol, compõe área militar com visitação proibida. Somente com autorização da Marinha do Brasil o desembarque na ilha pode ser realizado.


Farol de Santa Marta



Farol de Santa Marta é um farol localizado no cabo de mesmo nome, em Laguna, no estado de Santa CatarinaBrasil.[2] A estrutura é uma torre quadrada, em pedra, que possui lanterna e galeria. Suas paredes possuem 2 metros de espessura.[2] O farol eleva-se em meio a um grupo de casas térreas de faroleiros e outros edifícios.
Além de ser localizado no ponto mais oriental da região, desde o século XIX o farol serviu para guiar as embarcações para longe da famosa Pedra (ou Parcel) do Campo Bom. Apesar disso, alguns naufrágios chegaram a ocorrer.
No topo de um morro, num pequeno promontório, a 45 metros acima do nível do mar, está localizado o Farol, a maior atração local. Com 29 metros de altura, é um dos mais potentes do Brasil em alcance e serve como guia para os navios que se aproximam do Cabo. No período noturno, a iluminação do Farol chama a atenção.
O seu alcance é de quarenta e seis milhas náuticas (oitenta e cinco quilômetros).
Projetado pelos franceses Barbier Bernard e Turenne, e inaugurado em 11 de junho de 1891, foi erguido com pedra, areia, barro e óleo de baleia.
Localizado no município de Laguna, o Cabo de Santa Marta é uma das praias com melhor visual de Santa Catarina. Os turistas costumam apreciar a beleza na areia da Prainha, tranquila e muito freqüentada por surfistas.
Além do Farol e a Capela localizado ao seu lado, próximo a Prainha existem enormes sambaquis, sítios arqueológicos onde as populações pré-históricas usavam como depósito de resíduos. As outras praias do Cabo de Santa Marta são a de Cardoso, a Cigana e a Praia Grande. Na Cigana, pode-se praticar sand board nas dunas. Todas são indicadas para banho e surfe.
Saindo do Farol para o centro de Laguna, encontra-se dois museus em homenagem a uma grande personalidade da cidade, Anita Garibaldi. Um dos museus, que era sua casa, conta a história da brava Anita na Guerra dos Farrapos e também na Itália.

Informações de Wikipédia

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