Mostrando postagens com marcador Alexandria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alexandria. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A História dos Faróis e da Sinalização Náutica

Farol de Alexandria

HISTÓRICO DA SINALIZAÇÃO NÁUTICA

Os povos antigos, ao se aventurarem em explorações marítimas, necessitavam de referências em terra que lhes proporcionassem um retorno seguro. Surgiram os primeiros desenhos das costas, que deram origem aos mapas e cartas cartográficas.

À noite, no entanto, outra solução deveria ser encontrada. Passaram, então, a acender fogueiras em elevações rochosas. Para proteção contra intempéries, ergueram paredes e tetos de pedra ao redor, dando origem aos faróis.

Cronologia

300 AC – Farol de Alexandria, cidade do Egito com um dos portos mais ricos do mundo antigo, construído por Ptolomeu II na ilha de Pharos – daí o nome farol que passou a denominar todas as construções similares – o mais antigo de que se tem notícia, com cerca de 130 metros de altura, sua luz podia ser vista a 22 milhas náuticas (cerca de 40km) de distância. Era considerado uma das sete maravilhas do mundo até sua destruição por um terremoto em 1300.

40 DC – O Imperador Calígula, durante a invasão da Gália e da Bretanha, mandou construir, no continente um farol que se imagina ser o atual Boulogne (em Calais), e na ilha, três outros, um dos quais, resta em Dover.

50 DC – Farol de Ostia, com cerca de 30 metros de altura, o mais famoso depois do de Alenxandria, cuja construção foi terminada pelo Imperador Cláudio. Foi destruído por um maremoto.

400 – Até o declínio do Império Romano cerca de 30 faróis foram construídos entre o Mar Negro e Gibraltar, no sul da Europa e norte da África.

1130 – Farol de Gênova, fogueira na ponta do promontório de São Benigno. Considerado pelos italianos o primeiro de nossa Era.

1157 – Farol de Meloria (próximo a Livorno) o primeiro construído em Mar aberto.

1500 – Descobrimento do Brasil.

1520 – Farol de São Vicente, o primeiro acesso em Portugal, no Mosteiro de São Francisco.

1550 – Farol de Cordouan, próximo a Bordeaux, na França, o mais antigo farol em serviço no mundo.

O Farol de Santo Antonio

1697 – A mais antiga referência documental do Farol de Santo Antonio da Barra, na Bahia, o primeiro do Brasil.

Os primórdios dessa atividade no Brasil, portanto, podem ser datados do século XVII, quando é aceso, na Baía de Todos os Santos, em Salvador (BA), o farol construído no recinto do Forte de Santo Antônio da Barra: ... “compunha-se de um torreão quadrangular de altura meã, encimado de uma sorte de quiosque lateralmente envidraçado, no qual arderiam à noite um ou mais lampiões avantajados, alimentados a óleo de baleia”...


Farol de Santo Antônio - BA

É, de que se tem notícia, a primeira construção de sinalização náutica erigida no continente americano. E o farol, então aceso, permanece ativo, evidentemente com as modificações impostas ao longo do tempo e pelos avanços tecnológicos ocorridos.

No transcurso dos séculos XVIII e parte do século XIX, a sinalização náutica de nossa costa permanece sob a responsabilidade primeiramente das Capitanias- Gerais e, após a Independência, das Capitanias dos Portos das Províncias do Império.

1808 – Alvará de 23 de agosto de 1808. Os faróis do Brasil são autorizados pela Real Junta de Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação e mantidos pelos Presidentes das respectivas Províncias.

1822 – Independência do Brasil – São dessa época os primeiros registros de inauguração de faróis no país.

1834 – Regulamento de 13 de janeiro de 1834 para os Arsenais de Marinha do Império. Os faróis são subordinados aos Arsenais.

1845 – Decreto Legislativo nº 358 de 14 de agosto de 1845. Os faróis passam a ser administrados e inspecionados pelas Capitanias dos Portos.

1876 – Decreto nº 6108 de 26 de janeiro de 1876 cria a Repartição de Faróis responsável pela administração e direção geral do serviço de iluminação da costa, portos, rios e lagoas do Império.

Em 1891, a Repartição de Faróis é integrada à Repartição da Carta Marítima, sucessora da Repartição Hidrográfica, origem, por sua vez, da DHN. Essa fusão foi um passo de grande acerto pois uniu, sob a égide de um mesmo organismo, duas atividades complementares: a construção da carta náutica e a sinalização náutica, ambas concorrendo para as mesmas finalidades: a segurança da navegação e da vida humana no mar e nas águas interiores.

O Século dos Faróis Guarnecidos

O Século XIX é caracterizado pela precípua necessidade de os faróis serem guarnecidos por dois ou três faroleiros, a quem cabia acendê-los ao entardecer, dar-lhes cordas durante a noite (quando para exibir luz intermitente) e apagá-los pela manhã.
Principalmente entre nós, esse período é também aquele em que atravessamos uma rápida evolução tecnológica, um sensível crescimento numérico de sinais e expressivas reorganizações administrativas.

As rústicas atalaias de madeira e as primitivas construções de alvenaria foram sendo, a partir da Independência, paulatinamente substituídas por robustas torres (ainda hoje existentes) e esguios postes de ferro fundido provenientes da Inglaterra. As fabulosas torres Mitchell, com residências suspensas, construídas sobre sapatas roscadas em terrenos arenosos são importadas para Salinas, Aracaju, Belmonte, Rio Real e São Tomé, dentre outros.

Evoluímos dos candelabros e lampiões suspensos, dos aparelhos com refletores parabólicos de luz fixa, aos sistemas rotativos de corda (tal qual a de um relógio cuco) e aos aparelhos lenticulares de cristal importados da França, na ocasião, o único fabricante no mundo.

As velas de espermacete e os óleos combustíveis vegetais, utilizados para inflamar as mechas das lamparinas de luz fixa cedem lugar ao querosene misturado ao ar sob pressão para incandescer um véu ou camisa, tipo Aladin.
Por ocasião de publicação da primeira relação de faróis e faroletes de nossa costa, eleborada com dados fornecidos pela Diretoria de Faróis, em 1896, tinhamos 48 faróis dos quais 8 em ilhas, 36 faroletes e 2 barcas-farol.

Muitos de nossos principais faróis, ainda hoje, conservam suas torres e aparelhos lenticulares originais. Atualmente, apenas 30 de nossos faróis são guarnecidos.

Em 1947, atendendo ao novo Regulamento da Diretoria Geral de Hidrografia e Navegação, é criado o Departamento de Sinalização Náutica, instalado na Base Almirante Moraes Rêgo, na Ilha de Mocanguê Grande. Em 9 de julho de 1965, é criado o Centro de Sinalização Náutica Almirante Moraes Rêgo (CAMR), que permanece instalado na Ilha de Mocanguê Grande, sendo extinta, em conseqüência, a Base Almirante Moraes Rêgo.

Em 17 de dezembro de 1998, o CAMR é extinto, sendo novamente reativado em 10 de outubro de 2000.

Evolução tecnológica:

- Em 1º de janeiro de 1932, é aceso, nos Penedos de São Pedro e São Paulo, o primeiro farol aeromarítimo, sem guarnição, no Brasil;

- Em 19 de fevereiro de 1955, é inaugurado o sistema de alinhamento luminoso para entrada de porto, em Paranaguá (PR), sendo este o primeiro alinhamento instalado no País;

- Em7 de dezembro de 1961, é instalada a 1ª lanterna elétrica empregada em bóia luminosa no Brasil, no balizamento da Baía de Guanabara, substituindo as lanternas a gás acetileno;

- Em 19 de junho de 1967, a bóia de luz “Laje dos Meros”, fabricada em aço, é substituída por bóia fabricada em resina plástica (fiberglass) dando início ao emprego desse material em nossa sinalização náutica;

- Em 17 de novembro de 1986, é completada a harmonização para o Sistema de Balizamento Marítimo Região “B” da Associação Internacional de Sinalização Náutica (IALA), de todos os sinais náuticos do litoral do Brasil sob responsabilidade da Marinha;

- Em 11 de dezembro de 1986, é concluída a conversão para energia elétrica e lâmpada incandescente de todos os aparelhos de luz de nossos faróis, que empregavam até então o querosene como fonte luminosa;

- Em 13 de maio de 1987, é reformulado todo balizamento da Barra Norte do Rio Amazonas, com a instalação de uma barca farol automática dotada de “radar beacon” (RACON);

- Em 02 de janeiro de 2001, é iniciada a implantação do sistema foto-voltaico, com baterias seladas (chumbocálcio), nas bóias luminosas do balizamento da Baía de Guanabara; 

Bóias Laterais

- Em maio de 2002, as lâmpadas halógenas de 1000w do Radiofarol São Tomé são substituídas por lâmpadas de vapor multimetálico de 150w, propiciando o aumento de intensidade luminosa e redução de 85% no consumo de energia.


Fonte: https://www.mar.mil.br

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Farol de Alexandria

Lighthouse of Alexandria



O Farol de Alexandria foi uma das mais importantes
 construções de toda a Antiguidade.

Por Rainer Sousa

Durante vários séculos, alcançar o território egípcio pela cidade de Alexandria era uma aventura cercada por riscos. Apesar de litorânea, o deslocamento de embarcações a esse núcleo urbano era sistematicamente ameaçado por rochedos capazes de causar acidentes graves. Contudo, graças aos esforços do rei Ptolomeu II, essa empreitada teve seus riscos diminuídos quando o Farol de Alexandria foi construído.




Inaugurado em 280 a.C., essa construção servia como referencial para os perigos das proximidades e indicava o caminho para o porto da Ilha de Pharos. Construído pelo arquiteto grego Sostratus de Cnidus, o farol emitia uma enorme chama de fogo que poderia ser avistada a mais de cinquenta quilômetros de distância. Dada sua importância e acabamento, este projeto arquitetônico faz parte do seleto grupo das Sete Maravilhas da Antiguidade.

O projeto do farol foi concebido através da formulação de um prédio único com quatro formatos diferentes. A base da construção tinha forma de quadrado, seguida por uma parte retangular. A torre intermediária foi construída com um desenho octogonal e a parte mais elevada com formato cilíndrico. Nessa última instalação era onde ficava a enorme tocha que orientava os navegantes do Mediterrâneo.

A esse respeito, logo surge uma dúvida sobre como as chamas do farol eram constantemente mantidas. Pensando nessa questão, Cnidus transformou a parte octogonal no depósito onde, através de cordas e roldanas, os funcionários do farol conduziam a lenha até a fornalha. No topo, as janelas garantiam a circulação do ar necessária para que as chamas ficassem acesas. Acredita-se que nesse mesmo lugar eram colocadas placas de bronze que aumentavam a luz refletida pelo fogo.

Tendo grande funcionalidade para os navegadores, o farol foi construído com pedra de granito clara, e revestido com mármore e calcário. Os blocos de pedra eram unidos com uma liga que levava chumbo derretido e uma espécie de cimento feito a partir da mistura de resina com calcário. Além do prédio, o farol contava com abrigos que alojavam os guardas, trabalhadores e animais que garantiam o funcionamento da instalação.

Os animais empregados, provavelmente uma população de trezentas cabeças de gado, transportavam os combustíveis (madeira, esterco e óleos) da base para o salão octogonal por meio de um sistema de rampas. A força de trabalho humana era organizada em um sistema de turnos que envolvia aproximadamente cem trabalhadores assalariados, esses, apesar de receberem pelo serviço, eram obrigados pelo governo egípcio a trabalharem no lugar.

No século XIV, um terrível terremoto foi responsável pela destruição do Farol de Alexandria, que possuía entre 120 e 140 metros de comprimento e levava em seu topo uma estátua de Poseidon, divindade da mitologia grega que controlava os mares. Por volta de 1480, as pedras da construção original foram reaproveitadas para a construção de um forte. Ainda hoje, esse último edifício ocupa o lugar dessa maravilha do Mundo Antigo.



Veja mais links relacionados:

Mundo Educação - Dados sobre o período em que a cidade de Alexandria foi construída.

Lighthouse, Leuchtturm, phare, faro, منارة , Mnārh, маяк, 灯塔 , Dēngtǎ, deniz feneri, fener, mercu suar, menara api, فانوس دریایی, چراغ خانه, برج فانوس دریایی , փարոս, çıraq, φάρος, hải đăng, ประภาคาร, 灯台, Tōdai, रोशनी, Brazilian Lighthouses
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...